A biodiversidade marinha e costeira garante benefícios para o bem estar da humanidade, isto através do fornecimento de serviços de suporte essenciais e sustentando a produtividade global. Os oceanos são também importantes para muitos processos geo-químicos globais, de regulação climática e no ciclo do carbono. Eles representam o maior depósito de CO2 e absorvendo metade do excesso deste gás na atmosfera.

A concentração atmosférica do CO2 têm aumentando de um nível pré-industrial de aproximadamente 280 ppm para aproximadamente 385 ppm actualmente. Esperam-se porém um aumento continuo para 700-1000ppm, no final do século XXI. A contínua captação de CO2 pelos oceanos altera a química do ião carbonato na água salgada e aumenta a concentração dos iões hidrogénio, reduzindo desta forma o pH. Este fenómeno é designado Acidificação Oceânica (AO). 

Projecções recentes mostram que a acelerada emissão de CO2 devido a actividades antropogénicas, irá reduzir o pH dos oceanos em 0.2 - 0.4 unidades até o ano 2100 e em 0.7 em 2300. Evidências demonstram que a AO pode ter impactos severos na sobrevivência, crescimento, desenvolvimento e fisiologia de invertebrados marinhos incluindo espécies de elevado interesse económico (e.x. frutos do mar), espécies engenheiros do ecossistema e espécies chave.

Moçambique possui uma das maiores linhas de costa da região Oeste do Oceano Índico. A costa Moçambicana apresenta tanto sistemas tropicais quanto subtropicais, com padrões latitudinais de mudanças de clima que a torna susceptível a riscos como o das mudanças climáticas e acidificação oceânica. Actualmente em Moçambique, as inundações, ondas de calor, ciclones e a seca têm se tornado mais frequentes e severas nas zonas costeiras.
 
Apesar da vulnerabilidade biológica e sócio-económica de Moçambique a futuras mudanças devido a acidificação oceânica, ainda não foi realizado nenhum estudo detalhado sobre os impactos da AO no país. Porém, cientistas Moçambicanos da Faculdade de Ciências da Universidade Eduardo Mondlane em parceria com GOA-ON e a WIOMSA, com financiamento da OA-IIC, receberam formação relativamente as boas práticas e medições dos parâmetros de AO de nível internacional e já deram início ao estabelecimento de uma estação de monitoria de pH da água do mar e a criação de condições laboratoriais para pesquisas dos impactos de AO, numa diversidade de organismos de importância comercial.
 
Este é assim o Projecto Iniciativa sobre a Acidificação Oceânica em Moçambique (IAO-M). O IAO traz a oportunidade única de construir em Moçambique a primeira plataforma de monitoria e identificação de impactos biológicos e Socio-económicos da AO, através do desenvolvimento de experiências para avaliar os impactos da acidificação oceânica em organismos marinhos e ecossistemas importantes ao longo da Baía de Maputo (Ilha de Inhaca) e Arquipélago de Bazaruto e sua consequência para as comunidades costeiras.
 
É contudo essencial manter o foco da IAO em Moçambique, em produzir informação fundamentada na ciência de forma a suportar a projecção de impactos futuros e o desenvolvimento de estratégias locais de gestão de recursos e ecossistemas. A monitoria de métricas de AO irá também permitir a criação de uma base de dados com informação credível para a rede mundial de AO, contribuindo para o alcance do Objectivo 14.3 da Agenda de 2030 para o desenvolvimento sustentável global.
 
 
 
As actividades deste projecto poderão ser seguidas no facebook e Instagram.
 
 

 

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